Vendas no varejo do Brasil sobem, mas perderam força depois de junho

As vendas do varejo do Brasil, subiram 0,1% no mês de maio em relação ao mês anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (13).

  • O número é o menor desde maio de 2019, isso mostra forte perda de forças da atividade no cenário inflacionado que o Brasil se encontra. 

O resultado é também o mais fraco dentre as cinco positivas desse ano— 2,3% em janeiro, 1,4% em fevereiro, 1,4% em março e 0,8% em abril. 

O varejo que permanece no passado

Pareciam que as coisas iriam melhorar após a reabertura econômica pós-pandemia, se você também achou isso, saiba que não está sozinho. 

Segundo o IBGE, em comparação com maio de 2021, as vendas diminuíram cerca de 0,2%, contra 2,6% da expectativa de ganho.

O Instituto conta que “há uma diferença que já sinaliza a inflação no varejo em geral” e o seu impacto é evidente, com o aumento de 0,4% na receita diante da variação baixa no volume.

Dentre as oito atividades pesquisadas, seis delas tem resultado positivo, como: Livros, jornais, revistas e papelaria (5,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%) e Tecidos, vestuário e calçados (3,5%).

Enquanto as vendas de móveis e eletrodomésticos caíram 3,0%. O nicho ainda não se recuperou desde a pré-pandemia. 

O comércio varejista subiu, ainda que bem pouco, uma alta de 0,2% em produtos que inclui veículos, motos e materiais de construção.

Sentiu na pele a perda de força nas vendas do varejo na sua região?

A reabertura econômica pós-pandemia e medidas de auxílio do governo, como a liberação de saques extraordinários do FGTS, ajudaram o consumo no início do ano, bem como a recuperação do emprego.

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