Suspensão do direito ao aborto nos EUA: Empresas prometem custear viagem de funcionárias que querem fazer abortos

A suspensão do direito constitucional ao aborto aconteceu pela Suprema Corte dos Estados Unidos na última sexta-feira (24), mas quais são os impactos coorporativos na vida dessas mulheres?

Talvez você não tenha pensado nisso, mas grandes empresas como Disney e Netflix estão com os olhos bem abertos para essa questão. 

Contextualizando… A mudança da lei americana não proíbe o aborto em todo o país, mas permite que cada um dos 50 estados adote vetos locais.

Os EUA funciona diferente do Brasil. Para você entender melhor, os estados possuem poder de escrever as próprias leis com base na constituição local. Por esse motivo, outros 16 estados devem seguir garantindo o acesso legal ao aborto seguro. 

Outros estados não devem proibir o procedimento, porém, também não possuem legislação que garanta o procedimento. 

Como essas grandes empresas vão assegurar o direito ao aborto?

Os representante da Netflix, Comcast, Warner Bros, Johnson & Johnson, Parmamout, dentre outras afirmaram que estariam dispostas a oferecer reembolso de despesas de viagem para funcionárias que residam em estados que proíbem o aborto e desejam interromper uma gravidez em outro estado dos EUA onde o procedimento seja liberado. 

  • Apple, Yelp e Citigroup adotam essa prática.

Além disso, aplicativos de transporte, como Uber e Lyft também entraram na iniciativa. Dessa vez, a promessa é de cobrir os gastos legais de motoristas processados por ajudar mulheres a abortar no Texas, por exemplo.

My body my choice

Não foi apenas o meio corporativo que se manifestou contra a decisão da Suprema Corte, como também uma série de artistas como Harry Styles, Billie Eilish, Halsey, Kendrick Lamar entre outros.

Se você não viu nenhuma manifestação ou a frase “My body my choice” só pode estar vivendo em uma bolha (risos). 

Os protestos de civis também se espalharam pelo país em capitais como Washington, Los Angeles e Phoenix.

A lei estadual foi inspirada na proibição do Estado do Missisipi e deve entrar em vigor no dia 1º de julho. A lei veta a prática do aborto após a décima quinta semana de gestação.

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