Para o Infinito e além: petroleiros da Noruega ameaçam greve

Trabalhadores da indústria de petróleo e gás da Noruega planejam uma greve para os próximos dias que pode reduzir ainda mais a oferta global de combustíveis. As notícias fizeram o preço do barril voltar a subir nesta semana no mercado internacional.

  • Os trabalhadores pedem um reajuste salarial por causa da inflação alta, e afirmam que os lucros das empregadoras cresceram com o cenário global de aumento dos preços dos combustíveis.

O sindicato norueguês Lederne comunicou que os trabalhadores afiliados rejeitaram em assembleia uma proposta das empresas. Mais de uma centena de petroleiros podem parar a partir de 5 de julho.

A organização Lederne possui cerca de 1,3 mil trabalhadores, vários deles em cargos seniores das empresas — que apesar de poucos em números, afetam a produção por terem funções gerenciais.

  • A Noruega é uma das maiores exportadoras de petróleo do mundo e está entre os 15 países com maiores produções.

Qual o Impacto?

Segundo cálculos feitos pela agência Reuters, a greve pode reduzir cerca de 8% da produção norueguesa de petróleo. Já a produção de gás pode ser reduzida em 10%.

A Equinor — estatal controlada pelo governo norueguês e principal empresa de petróleo do país — disse à Reuters que é muito cedo para saber o tamanho das consequências da greve.

A associação que representa as petroleiras da Noruega ofereceu aos trabalhadores um reajuste entre 4% e 4,5%. Mas, a inflação na Noruega subiu e chegou a 5,7% em maio no acumulado anual.

Valer ressaltar que há ainda outros dois sindicatos maiores de petroleiros na Noruega, que já teriam aceitado os acordos previamente.

Preço do petróleo nas alturas

O embate entre os trabalhadores e as petroleiras vem em um momento de alta recorde nos preços dos combustíveis:

  • Além da expectativa pela greve na Noruega, os preços começaram a absorver incertezas de oferta na Líbia, onde algumas refinarias foram fechadas por causa de manifestações: as notícias fizeram o barril do tipo Brent subir 2,6% na sexta-feira, para mais de US$ 111,60.

E não pense que iremos ficar de fora dessa! As mudanças no preço também atinge nós brasileiros principalmente porque o governo brasileiro, mantém na petroleira desde 2016 uma política de paridade com os preços internacionais o que faz com que a estatal siga o valor de mercado do commodity.

Zoom Out: A possibilidade de novas altas no preço do petróleo acontece depois de, no acumulado de junho, o barril ter caído mais de 6% (saindo do pico de mais de US$ 120 que chegou a atingir no começo do mês). Foi a primeira queda mensal no ano. A redução foi puxada pelas altas de juros pelo mundo e temores de uma recessão que traga a uma redução na demanda global.

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